Avenida da Liberdade
Depois da insustentabilidade, da crise, das dificuldades, como é o patamar sustentável? Onde está "a outra margem"? Defini-lo é indispensável para não termos só um rumo definido à popa, pelas adversidades que nos empurram; mas seguirmos um rumo definido à proa, para o destino onde queremos chegar. Esta avenida é aberta, cosmopolita e personalista. Uma avenida em que se caminha pelo centro. Levantar o ânimo e alimentar a esperança.
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Direito de resposta (2): a resposta enviada ao "Jornal de Notícias"
----------------------------------------------
Direito de resposta às falsidades do JN em 29.mar.2026: E que tal “Mercenários ligados à Junta de Salvação Nacional contratados para matar padre Max”?
Na edição de 29 de março de 2026, o Jornal de Notícias (JN)
publicou um conjunto de notícias falsas, manipuladas para lesar o bom nome do
CDS e a honra dos seus militantes, dirigentes e eleitores, debaixo de um título
ofensivo e mentiroso, em letras garrafais na primeira página: “Mercenários
ligados ao CDS contratados para matar padre Max”.
O CDS, como é bem sabido, não tem nada a ver, nem de perto, nem de
longe, direta ou indiretamente, com o assassinato à bomba, em 2 de abril de
1976, do Padre Max –candidato pela UDP às eleições de três semanas depois – e
da estudante Maria de Lurdes. Condenámos este crime intolerável. Reafirmo,
hoje, a mesma condenação. Critico com clareza a inoperância da justiça, que não
conseguiu levar a julgamento os culpados e concretizar – nem então, nem nunca –
a sua condenação pelo crime cometido.
Não é caso único em Portugal. O mais famoso destes fracassos da justiça
é o atentado de Camarate, que, em 4 de dezembro de 1980, matou Francisco Sá Carneiro
e Adelino Amaro da Costa, os dois pilotos (Jorge Albuquerque e Alfredo de
Sousa) e os que os acompanhavam (Snu Abecasis, Manuela Amaro da Costa e António
Patrício Gouveia). Não sabemos quem os matou, nem quem mandou e porquê.
Volto à calúnia da manchete do JN, cuja qualificação ultrapassa os
limites do vocabulário. O CDS nunca teve mercenários ao seu serviço. O CDS
nunca dispôs de armas, nem usou de violência na ação política. O CDS nunca
ordenou assaltos, cercos ou atentados, sequestros ou prisões, a quem quer que
fosse, nem alguma vez pactuou com eles. O CDS foi sempre um partido pacífico,
moderado e democrático, firme nas convicções, usando como única arma a palavra,
escrita ou falada. Quem conhece o Partido do Centro Democrático Social (CDS) da
vida pública portuguesa sabe que é assim. Não escondemos nada. Não temos nada a
esconder.
50 anos de distância impõem cautela e
rigor
A notícia do JN espalha-se por quatro páginas, carregadas de falsidades
descaradas. Com exceção da peça “Cumieira tem ferida por curar há 50 anos”
(dedicada à memória do Padre Max), tudo o mais segue o método “à molhada”,
sendo coleção de insinuações cobardes, manipulação de peças soltas, acusações sem
provas, injúrias e difamações, num chorrilho de “fake news” e sementeira
de ódio.
É preciso o maior cuidado e rigor, quando se quer dar notícias de há 50
anos: a maior parte das pessoas não viveu nesse tempo e não faz a menor ideia dos
factos acontecidos. Hoje, só maiores de 68 anos conseguem interpretar espontaneamente
e compreender, com alguma aproximação à realidade, factos desse tempo – e podem,
depois, recorrer a fontes idóneas para consolidar o seu juízo ou avaliação. Quaisquer
outros, mais novos, são presas fáceis de montagens e mentiras, fantasias e aldrabices.
Pode ser que o jornalista Delfim Machado – cuja idade não sei – seja, ele próprio,
um enganado. O pior é que agiu com o propósito de enganar e, ao mesmo tempo, injuriar,
caluniar, difamar.
Atropelo grosseiro do Código
Deontológico
A sua peça viola várias vezes o Código Deontológico dos Jornalistas, atropelando-o
com estrondo nas duas primeiras normas: (1) não relata os factos com rigor e exatidão;
(2) não os interpreta com honestidade; (3) não comprova os factos, ouvindo as
partes com interesses atendíveis; (4) não separa notícia e opinião; (5) promove
o sensacionalismo, em vez de o combater; e (6) desfere acusação sem provas, grave
falta profissional. Em suma, um festival de infrações em questões básicas, que se
estende à Direcção do JN: esta não devia ter publicado uma peça com tão graves faltas
deontológicas, de enorme potencial ofensivo e sem suporte digno desse nome.
Ao longo dos 50 anos passados, no noticiário relativo ao atentado contra
o Padre Max, a peça do JN tem um único dado novo: a inclusão do CDS no pacote dos
“autores” – uma velhacaria ignóbil. Tudo o mais, em 50 anos, já havia sido objeto
de menções e especulações, independentemente de serem verdadeiras ou falsas – e
muitas eram falsas ou não provadas. Há cinco anos, uma Carta Aberta provocou novas
notícias sobre este caso e a falha da justiça. A diferença mais nítida das
notícias é que, na evocação há cinco anos, o nome do CDS nunca foi referido – o
que está certo – e, agora, o jornalista do JN decidiu inventar e difamar, para
atingir o CDS.
O general Galvão de Melo
Lendo as peças no jornal, não há, aí, fundamento para envolver o CDS no enredo,
mas, ainda assim, o jornalista procura, a martelo, meter o CDS na história. E é
essa “novidade” que a Direcção do JN puxa, de modo sensacionalista, para a primeira
página. Na montagem da narrativa, o mais próximo que o jornalista chega ao CDS é
numa alegada “confissão” de um dos alegados autores do homicídio, “o Puto”, que
teria apontado como mandante “o Pimpão”, o qual seria “guarda-costas” do “deputado
Galvão de Melo, do CDS”. Ora, como é sabido, o general Galvão de Melo era independente,
nunca tendo sido membro do CDS, nem participado nos seus órgãos – ou seja, a
alegada “ligação” acaba e morre aqui.
Para que não fique a menor dúvida sobre o meu pensamento, tenho a
certeza absoluta de que o general Galvão de Melo também não tem qualquer
ligação ao atentado contra o Padre Max, nem quanto a outras imputações que lhe
são feitas. O CDS ainda menos! Mas, se o JN queria manter a linha da narrativa,
bem podia ter posto em título: “Mercenários ligados à Junta de Salvação
Nacional contratados para matar padre Max” – porque o general fez parte da
Junta de Salvação Nacional e nunca fez parte do CDS.
Galvão de Melo faleceu em 2008 e nunca em sua vida foi objeto de
especulação ou acusação sobre este caso. É de mau gosto – e muito desonesto – esperar
que as pessoas morram para lhes inventar pseudo-incriminações. Pode ser até que
os fabricantes destas mentiras estejam à espera de que morra toda a gente do
CDS, ou toda a gente do CDS desse tempo, para poderem inventar à vontade sem o
risco de serem contrariados e desmentidos. Não faltará muito: do Secretariado
da Comissão Política do Partido do Centro Democrático Social (CDS) de 1976, só
cá estamos três.
Descuido e leviandade
É uma notícia descuidada. Situa a data da bomba na Embaixada de Cuba em 22
de abril 1967 (sic), quando Portugal não tinha relações diplomáticas com Cuba e
governava Salazar. Cita uma frase “célebre” de Galvão de Melo num “congresso do
CDS em Rio Maior”, quando o CDS nunca teve qualquer Congresso em Rio Maior” – aliás,
à data, só realizara um: o famoso Congresso do Palácio de Cristal, no Porto, em
janeiro de 1975, que foi cercado e violentamente boicotado pela
extrema-esquerda. E, às tantas, escreve
que “a primeira brigada da PJ tinha bombistas entre as fileiras” – tem a
certeza disto?
Apresenta ainda uma pseudo-estatística do “terrorismo em Portugal – maio
de 1975 a maio de 1977”, que tem muito que se lhe diga. Primeiro, a incongruência:
no mapa com repartição territorial, a soma dá 569 “ações terroristas” e, no “balanço
total”, a soma é de 566; por seu turno, na catalogação dos alvos políticos, a
soma é de 907 – o jornalista terá agregado categorias, sem critério claro,
gerando redundâncias e incerteza no quadro. Gostaria de saber onde estão na “estatística”
os ataques a militantes do CDS e suas sedes, pois é do domínio público (embora
o JN o esconda) que o CDS foi alvo – e nunca autor – de violência política, sobretudo
no período 1974-1980.
Estas estatísticas surgem como enviesadas e exageradas, merecendo dúvida
o critério seguido para lhes chamar a todas de “ações terroristas”. Se o total
de 566 atentados estivesse correto, teríamos tido, em 1975/77, quase um
atentado por dia. Ora, qualquer um que viveu em Portugal nesses tempos sabe que
a realidade foi má, mas não tanto assim. Nunca chegámos a Beirute, nem perto.
Depoimentos inconsistentes e mal avaliados
A peça do JN, para construir a narrativa, dá crédito a depoimentos de
criminosos confessos, quanto não só à morte do Padre Max, mas também a outros
acontecimentos que nada têm a ver com aquela, mas servem para ajeitar o
cenário. O JN não deve servir de jornal de parede dos GDUP ou da FEC (M-L) ou
de um Centro de Trabalho do PCP, onde se colavam recortes para excitar a malta
e servir propósitos de ataque e propaganda.
Das pessoas mencionadas como tendo tido ligação ao CDS, só reconheço
José Esteves, que, todavia, nunca é referido pelo JN como tendo envolvimento no
assassinato do Padre Max e da Maria de Lurdes. O Esteves pertenceu ao CDS poucos
meses no ano de 1975, tendo sido afastado, porque foi apanhado no carro pela
polícia – salvo erro, em novembro – com armas de guerra, que a Direção do CDS proibira
rigorosamente. Constou que, em 1978, terá sido autor do atentado à bomba no
prédio em que Freitas do Amaral morava, então, em Lisboa. E, na década de 1980
e anos seguintes, foi interrogado por suspeitas de ter participado no atentado
que vitimou Sá Carneiro e Amaro da Costa em Camarate. Com Ricardo Sá Fernandes
assinei, em dezembro de 1995, a acusação particular contra quatro arguidos,
entre os quais José Esteves, que viria a depor também em comissões
parlamentares de inquérito. O Ministério Público e a Polícia Judiciária (além
da DGAC) andaram mal e nunca conseguimos sequer o julgamento do caso Camarate. Nestas
investigações José Esteves foi, várias vezes, referido como membro dos CODECO.
O jornalista do JN dá crédito abundante a indivíduos do perfil de José
Esteves, indo ao cúmulo de lhe dar mais crédito do que a Diogo Freitas do
Amaral. O critério do jornalista é o seu, o que o qualifica suficientemente: tem
como guia um bombista confesso. O pior é esse critério ser assumido pela
Direcção do JN, manchando a reputação de um jornal histórico do Porto e mais
que centenário, assim como a credibilidade e o prestígio legados por Diretores
como Manuel Pacheco de Miranda, António Freitas Cruz e Frederico Martins Mendes,
entre outros. O jornal comunista “O Diário”, arma de combate do PCP, era normal
que o fizesse. Já o JN baixar ao mesmo nível é demasiado deplorável.
É sabido que os depoimentos perdem valor, à medida que se distanciam do
tempo dos factos e quando não são verificáveis de modo objetivo. Ora, o
jornalista escreve que “só em 1982 é que os investigadores associaram alguns
nomes a suspeitos no caso de Max”. São também mais problemáticos os depoimentos
colhidos a participantes em factos criminosos, sobretudo quando assumem tê-los
feito. O tempo passado contamina a memória; e podem interferir fatores como
exibicionismo, efabulação, protagonismo, soberba ou ajuste de contas, haver
interesse em perturbar a investigação, criar confusão, evadir a própria
responsabilidade ou, simplesmente, a própria mentira nua e crua. Tudo isto é
sabido da experiência comum. Mas todas as “testemunhas” do jornalista Delfim
Machado são deste gabarito – e, pior ainda, são testemunhas “indiretas”, isto
é, percebemos, ao ler, que o jornalista nunca falou com elas. Limitou-se a
fazer colagens: corta-e-cola, já está! Tudo literatura de cordel e recortes à
maneira.
Sejam “o Puto”, “o Pimpão” ou o Favas, um anónimo informador “sobre o
homicídio do empresário Joaquim Ferreira Torres”, António da Silva Santos, Ramiro
Moreira, José Esteves e Luís Ramalho – zero comunicação directa. Segundo o
jornalista, só os três primeiros estariam ligados ao caso do Padre Max e só o
segundo estaria ligado ao CDS. Desminto categoricamente quanto ao CDS – e, a
ser verdade “o Pimpão” ter sido segurança do general Galvão de Melo, o general,
como já disse, nunca pertenceu ao CDS. Quanto a outras afirmações, atribuídas a
José Esteves e Luís Ramalho que ofendem o nome do CDS relevam de imaginação
delirante, além de nada terem a ver com o caso Padre Max. Repudio-as perentoriamente.
Basta ler as atas dos inquéritos parlamentares a Camarate para ter a ideia
exata de quem se trata.
Uma secção desta montagem, dedicada por Delfim Machado a dois alegados
autores do assassinato – “o Puto”, dito autor confesso, e o Favas, mais
reservado –, é também reveladora. Por um lado, o jornalista parece fascinado
pelos dois e suas vidas de crime e aventura, chegando a qualificar Manuel
Gaspar (“o Puto”, por alcunha) de “guerrilheiro de elite” (ena!), com vida
“recheada de episódios dignos de um filme”. Gaspar gaba-se, conta o JN, de ter
“mais de dez atentados e pelo menos quatro mortes na conta desse período”
(fevereiro a agosto de 1976) – em suma, um assassino a soldo, com historial de
fugas espetaculares da cadeia, em África e em Portugal: de Alcoentre terá
evadido 131 reclusos por um túnel escavado com seis cúmplices. Do Favas, fica a
saber-se menos, salvo ter vindo também de África e dedicar-se a outros ramos,
como assaltos, que o levaram à prisão em 1977. Em vez de evasões, organizou o
“grande motim” em Custoias em 1977, sendo transferido para Coimbra, de onde
sumiu – o jornalista assegura que o Favas “não deixou rasto”. Desde 1977. Mas
Delfim Machado sabe tudo sobre ele.
E sabe realmente tanto que, nesta secção dedicada aos dois alegados
assassinos do Padre Max e de Maria Lurdes e aos seus movimentos, o jornalista
do JN em nenhuma linha refere o nome do CDS. Porquê? Porque ele também sabe que
o CDS nada teve que ver com esse crime, vil e cobarde, que o CDS condenou e
repudia. Porquê, então, o espalhafato insultuoso a que se entregou?
A culpa à queima-roupa
Delfim Machado parece seguir a escola dos mandados de captura em branco
e professar estranha e curiosa doutrina quanto à justiça: “ninguém é presumido
culpado, salvo se for absolvido”.
Na página onde publica a citada “estatística” de largas centenas de
“atos terroristas” em dois anos, elenca “membros mais mediáticos do MDLP” sobre
que escreve: marechal António de Spínola “regressou a Portugal em 1976, sem
julgamento, a troco da pacificação”; comandante Alpoim Calvão “regressou, em
1978, a Portugal sem julgamento”; cónego Eduardo Melo “foi julgado pela morte
do padre Max e absolvido”; Diogo Pacheco de Amorim afirma “não meti nenhuma
bomba, não soube que se tivesse posto nenhuma bomba”; José Miguel Júdice diz
que “os assaltos às sedes do PCP eram atos espontâneos ‘feitos localmente’ e ‘sem
qualquer influência’ do MDLP”; major Valentim Loureiro “nunca foi acusado”. Porém,
em paginação malandreca, apresenta todos eles debaixo da “estatística” do “terrorismo”
e faz afirmações ou insinuações no sentido da sua culpabilidade dolosa,
sobretudo quanto aos que, confrontados com a justiça, não foram acusados ou
foram absolvidos. Noutra parte das
“notícias”, o mesmo sucede com três arguidos da morte do Padre Max (de novo o
cónego Melo, o major Canto e Castro – que foi do Conselho da Revolução – e um
alegado executor do homicídio, identificado como Carlos Paixão): foram todos
absolvidos em 1999, mas Delfim Machado insiste, em 2026, na sua culpabilidade.
Conclusão
A Direcção do JN e Delfim Machado têm de compreender e assimilar bem que
um título a toda a largura da primeira página, clamando “Mercenários ligados ao
CDS contratados para matar padre Max”, é um outdoor de enorme carga ofensiva
contra o CDS, espalhado em todas as bancas de jornais e alastrando rapidamente
pela internet. O insulto soez, vil, falso como Judas, dispersou-se, nas quatro
semanas passadas, por órgãos de comunicação social, como o Sete Margens e
outros. São também réus de falta critério, embora possam cobrir-se com o jornalista
e a Direcção do JN, criadores da calúnia e da difamação.
A Direcção do JN e o jornalista Delfim Machado ofenderam gratuitamente
pessoas como Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa, Francisco
Oliveira Dias, Maria Laura Pinheiro, Rui Pena, Vítor Sá Machado, Luís Azevedo Coutinho,
João Porto, Ruy Oliveira, Mário Gaioso, Emídio Pinheiro, Pedro de Vasconcelos –
todos já falecidos –, Basílio Horta e os irmãos Eugénio e Miguel Anacoreta
Correia. Estavam na Direção do CDS em 1976, à data dos factos. Alguém consegue
imaginá-los a recrutar mercenários? Alguém concebe que fossem capazes de mandar
matar alguém? Alguém crê que fossem autores, cúmplices ou parte de algum crime e,
mais ainda, de terrorismo!? Tenham paciência…. Tenham vergonha! Peçam desculpa.
Em abril de 1976, foi a campanha para as primeiras eleições legislativas
democráticas. Candidato por Braga, em quarto lugar, seria eleito, graças ao
crescimento extraordinário do CDS – passámos de um para quatro. Apesar do 25 de
novembro, a campanha teve incidentes. Diversamente do Sul do país, onde quase
não conseguimos realizar uma sessão ou comício, no Minho era geralmente
diferente. Mas, em Guimarães, tivemos sessões boicotadas por grupos comunistas
e da extrema-esquerda: em Ronfe, Gondar, Nespereira, Lordelo, Vizela. Pior
sinal de a pacificação ainda não ter chegado a todo o lado foram os atentados à
bomba, como os do Padre Max e da Embaixada de Cuba nesse mês de abril. Demoraria
meses às autoridades conseguirem pôr-lhes termo. O CDS esteve sempre nesta
exigência. Em 2 de Maio de 1976, o Conselho Nacional do partido aprovou uma
deliberação específica sobre o ponto do terrorismo. E declarações individuais
de dirigentes ou comunicados avulsos condenaram sempre, sem a menor
ambiguidade, toda a violência contra as pessoas, a paz pública, a liberdade e a
democracia.
Se o jornalista e a Direcção do JN, em vez de manipularem fontes
viciadas e de muito baixo crédito, tivessem consultado os seus próprios
arquivos, poderiam talvez ter encontrado registo das posições públicas do CDS. Ter-se-iam
poupado ao opróbrio desta ofensa inominável e à vergonha que escolheram.
Lisboa, 27 de
abril de 2026
José Ribeiro e Castro
segunda-feira, 31 de maio de 2021
O último dos irmãos
![]() |
| Odemira, Setembro 1955: eu e o meu irmão Fernando, com os nossos pais, no terraço de todos os acontecimentos. |
![]() |
| Lisboa, Junho 1951: o meu pai, Fernando, e o tio Gilberto, no dia do casamento dos meus pais. |
![]() |
| Lisboa, 1950: a minha mãe Maria Helena e o tio Zé. |
![]() |
| Garvão, 1956: nós e dois dos meus primos. Da frente para trás: Zé, eu, Jaime e Fernando. |
![]() |
| O Duarte, meu primo mais novo, ao colo do pai, o meu tio Zé. |
![]() |
| Mafra, 1958: nós e os primos filhos do tio Gilberto. Da esquerda para a direita: Fernando, Pi, Carrucha, Gonçalo e eu. |
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
Em defesa das liberdades de educação

ASSINAR A PETIÇÃO
Adriano Moreira (Professor de Direito e ex-Director ISCSP; ex-Presidente do CDS)
Afonso Braga da Cruz (Administrador de Empresa)
Alberto de Castro (Professor de Economia da UCP Porto)
Alexandre Patrício Gouveia (Gestor de Empresa)
Amândio de Azevedo (ex-constituinte e deputado; ex-Embaixador da UE)
Ana Cid Gonçalves (Associação Portuguesa de Famílias Numerosas)
André Azevedo Alves (Professor do IEP Universidade Católica)
Aníbal Cavaco Silva (ex-Primeiro Ministro e ex-Presidente da República)
António Araújo (Jurista, Doutor em História, assessor do Presidente da República)
António Bagão Félix (ex-Ministro das Finanças)
António Barreiro (Licenciado em Ciência Política)
António José Sarmento (Director de Colégio Escolar)
D. António Moiteiro, Bispo de Aveiro
António Pinheiro Torres (Advogado; ex-Deputado)
António Santos Castro (Médico)
António Vinagre Alfaiate (Empresário)
António Ulisses Cortez (Professor de Direito da UCP)
Bartolomeu Costa Cabral (Lugar-Tenente da Ordem do Santo Sepulcro em Portugal)
Carlos Aguiar Gomes (Presidente da Associação Famílias)
Carlos Alves (Professor de Economia da Universidade do Porto)
David Justino (ex-Ministro da Educação; ex-Presidente do CNE)
D. Duarte de Bragança
Diogo Costa Gonçalves (Professor de Direito Universidade de Lisboa)
Eduardo Oliveira e Sousa (Presidente da CAP)
Fátima Fonseca (Professora do Ensino Secundário)
Fernando Adão da Fonseca (Presidente do Forum para a Liberdade da Educação)
Francisco Carvalho Guerra (ex-Vice-Reitor da Universidade do Porto; Universidade Católica-Porto)
Francisco Vanzeller (Empresário)
Fausto Quadros (Professor de Direito - Universidade Lisboa)
P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Graça Franco (Rádio Renascença)
Guilherme Valente (Editor, Gradiva)
Gustavo Mesquita Guimarães (Gestor de Empresa)
Helena Matos (Investigadora e colunista; Observador)
Henrique Alexandre da Fonseca (Almirante)
Ilídio Pinho (Empresário, Presidente da Fundação)
Isabel Almeida e Brito (Directora de Colégio)
Isabel Folhadela de Oliveira (Administradora da Têxtil M. Gonçalves)
Isabel Jonet (Economista; Banco Alimentar contra a Fome)
João Borges de Assunção (Professor de Economia Universidade Católica)
João Carlos Espada (Director do Instituto Estudos Políticos da Universidade Católica)
João César das Neves (Professor de Economia - Universidade Católica)
João Luis Mota Campos (antigo Secretário de Estado da Justiça)
João Marques de Almeida (Observador)
João Muñoz (Colégio S. João de Brito)
Joaquim Azevedo (ex-Secretário de Estado da Educação)
Jorge Cotovio (Director de Colégio; Associação Escolas Católicas)
Jorge Pereira da Silva (Director da Faculdade de Direito - Universidade Católica)
Jorge Miranda (ex-constituinte; Professor emérito de Direito - Universidade Lisboa e UCP)
José Adriano Souto Moura (Procurador da República)
José Carlos Seabra Pereira (Professor da Faculdade Letras - Coimbra)
José Luis Ramos Pinheiro (Rádio Renascença)
José Manuel Cardoso da Costa (antigo Presidente do Tribunal Constitucional)
José Manuel Furtado (Director de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Guimarães)
José Manuel Moreira (Professor Catedrático emérito da Universidade Aveiro)
José Maria Dias Coelho (Arquitecto)
José Marinho Gomes (Professor)
José Miguel Júdice (Advogado)
José Miguel Sardica (Professor de História Universidade Católica)
José Ribeiro e Castro (Jurista; ex-Presidente CDS; ex-Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura)
José Pena do Amaral (Economista; Administrador do BPI)
Laurinda Alves (jornalista)
Luis Mira Amaral (antigo Ministro da Indústria)
Luis Palha da Silva (antigo Secretário de Estado Comércio)
Luis Penha e Costa (Jornalista)
Luis de Sousa de Macedo (antigo Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros)
Manuel Braga da Cruz (Professor de Sociologia Política - Universidade Católica)
Manuel Carneiro da Frada (Professor de Faculdade de Direito da Universidade Porto)
D. Manuel Clemente (Cardeal Patriarca de Lisboa)
Manuel Porto (Professor da Universidade de Coimbra; ex-Presidente Conselho Nacional Educação)
Manuel Vaz (Professor de Direito, Universidade Católica - Porto)
Manuela Ferreira Leite (Economista; ex-Ministra da Educação e das Finanças)
Maria do Carmo Seabra (Professor de Economia Universidade Nova; ex-Ministra da Educação)
Maria João Avilez (Jornalista)
Mário Pinto (Professor emérito, ISCTE e Universidade Católica)
Miguel Morgado (ex-deputado, Professor no IEP Universidade Católica)
Miguel Sampayo (Economista)
Nilza de Sena (Professora do ISCSP da Universidade de Lisboa)
Nuno Rogeiro (Professor Universitário; Comentador de Política)
Patrícia Fernandes (Professor de Universidade, UBI e Minho)
Paulo Adragão (Professor de Direito, Universidade Porto)
Paulo Tunhas
Pedro Barbas Homem (Reitor da Universidade Europeia)
Pedro Ferraz da Costa (Empresário)
Pedro Garcia Marques (Professor de Direito da UCP)
Pedro Lomba (Professor de Direito; Advogado)
Pedro Marques de Sousa (Gestor de Empresas)
Pedro Passos Coelho (Professor de ISCSP; ex-Primeiro Ministro)
Pedro Roseta (ex-Constituinte; ex-Embaixador UNESCO; ex-Ministro Cultura)
Pedro Sampaio Nunes (antigo Secretário de Estado da Ciência e Inovação)
Pedro Sena da Silva (Empresário)
Raquel Correia da Silva
Rita Lobo Xavier (Professor de Direito, Universidade Católica – Porto)
Rita Seabra Brito (Professor de IEP Universidade Católica)
Rodrigo Queirós e Melo (Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular)
Roque da Cunha Ferreira (Médico, Doutorado em Gestão)
Rui de Moura Ramos (antigo Presidente do Tribunal Constitucional)
Rui Machete (Professor de Direito; ex-deputado; ex-Ministro Negócios Estrangeiros)
Rui Medeiros (Professor de Direito Universidade Católica)
Rui Vieira de Castro (Empresário)
Sérgio Sousa Pinto (Deputado)
Sofia Galvão (Advogada, antiga Secretária de Estado da Administração Pública)
Teresa Ferraz da Costa
Teresa Nogueira Pinto (Doutoranda Relações Internacionais)
Vasco de Mello (Presidente do Grupo José de Mello)
Vasco Rocha Vieira (General; último Governador de Macau)
Zita Seabra (Editora)
quarta-feira, 12 de junho de 2019
Obrigado, cidadãos!
É gratificante verificar que a petição tenha mobilizado não só milhares de cidadãos, mas, entre estes, figuras destacadas da sociedade portuguesa em diferentes setores de atividade.
Obrigado, cidadãos!
Deve estar quase a concluir-se o processo parlamentar da petição “Legislar o poder de os cidadãos escolherem e elegerem os seus Deputados”, por que 7.372 cidadãos (até esta altura) pedem à Assembleia da República que dê seguimento ao disposto na Constituição e nos permita, aos eleitores, que possamos escolher, nas eleições legislativas, não só o partido da nossa preferência, mas também o deputado que queremos.
É gratificante verificar que a petição tenha mobilizado não só milhares de cidadãos, mas, entre estes, figuras destacadas da sociedade portuguesa em diferentes sectores de actividade. É, na verdade, uma ampla e significativa frente cívica independente, que reclama dos legisladores aquilo que é nosso direito: democracia de qualidade conforme à Constituição, democracia de cidadania.
Como co-autor do projecto de lei de reforma eleitoral e primeiro subscritor pela APDQ e pela SEDES, a todos agradeço, nomeando os mais destacados que consegui identificar, por ordem inversa da assinatura (com indicação do seu número de ordem), e pedindo desculpa a todos os outros por não os nomear também:
Teresa da Fonseca Gonçalves, 7216, bióloga e professora universitária
Nuno Amado, 7181, presidente do Millennium BCP
José de Almeida Serra, 7175, político, ex-ministro do Mar
Cristóvão Norte, 7161, economista e jurista, deputado
Luís Aguiar-Conraria, 7129, economista, professor universitário e cronista
Alexandre Patrício Gouveia, 7115, economista e gestor
Jorge Moita Vieira, 6939, estudante e coautor do projeto de lei de reforma eleitoral
António-Pedro Vasconcelos, 6811, cineasta
José Manuel Martins Lopes, 6769, filósofo, professor universitário, diretor da Faculdade de Filosofia de Braga
José de Paiva Boléo-Tomé, 6726, médico, professor universitário, publicista e ensaísta
Alexandre José Linhares Furtado, 6725, médico, cirurgião, Prémio Nacional da Saúde 2011
António Sevinate Pinto, 6667, perito em sementes, dirigente associativo e gestor no setor agrícola
Jacinto Monteiro, 6666, médico e professor universitário
Eduardo Oliveira e Sousa, 6657, engenheiro agrónomo, presidente da CAP
Roberto Carneiro, 6487, professor universitário, ex-ministro da Educação
Isabel de Bragança, 6441, princesa real e duquesa de Bragança
Miguel Frasquilho, 6420, economista, ex-deputado, presidente da TAP
Francisco Fernandes do Vale, 6400, médico, professor universitário
Carlos Seruca Salgado, 6369, vice-presidente da ANAC
Manuel Barroso Silvério Marques, 6353, médico, ex-ministro da Ciência e Tecnologia, ex-membro do CNECV
General Aurélio Aleixo Corbal, 6302, oficial da Força Aérea, ex-CEMFA
Manuel de Almeida Ribeiro, 6263, jurista, professor universitário
Luísa Antas, 6257, mestra em Direito por Harvard, administradora do Banco Finantia
João Marques Vidal, 6098, procurador-geral adjunto
Manuel de Almeida Damásio, 5593, presidente do Grupo Lusófona
Conceição Pedroso de Lima, 5581, professora catedrática de Ciências da Vida
António Pinto Basto, 5547, fadista
Eduardo Catroga, 5512, professor universitário, gestor, ex-ministro das Finanças
Rui Moura Ramos, 5453, professor universitário, ex-presidente do Tribunal Constitucional
Luís Filipe Rocha, 5300, cineasta
Margarida Corrêa de Aguiar, 5297, economista, presidente da Cidadania Social, ex-secretária de Estado da Segurança Social
General Garcia Leandro, 5272, oficial do Exército, ex-governador de Macau
Inês Serra Lopes, 5271, advogada e jornalista
Francisco Mantero, 5269, presidente do Conselho Estratégico para a Cooperação, Desenvolvimento e Lusofonia Económica da CIP
Pedro Rebelo de Sousa, 5238, advogado
Luís Campos e Cunha, 4821, professor universitário, ex-ministro das Finanças
João Varandas Fernandes, 4810, médico, político e dirigente desportivo
Emília Nadal, 4535, artista plástica
Almirante Francisco Vidal Abreu, 4190, oficial de Marinha, ex-CEMA, presidente do conselho académico da Academia de Marinha
Nuno Cardoso, 3857, engenheiro, ex--presidente da Câmara Municipal do Porto
José Rueff Tavares, 3626, médico e investigador, ex-membro do CNECV
Bruno Bobone, 3625, empresário português, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa
Eduardo Marçal Grilo, 3567, engenheiro, ex-ministro da Educação, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian
Afonso Pereira Inácio, 3542, economista, dirigente da APDQ
Sofia Afonso Ferreira, 3314, fundadora do Democracia21
Luís Mira Amaral, 2609, engenheiro e economista, administrador de empresas, professor universitário, ex-ministro da Indústria
Rui Vilar, 2570, jurista, gestor e administrador de empresas, ex-ministro em diferentes pastas, ex-presidente da Fundação Calouste Gulbenkian
Manuel Tinoco de Faria, 2520, advogado
Jorge da Paz Rodrigues, 2444, líder de movimentos cívicos
Laura Vidal, 2404, fundadora e líder da Conexão Lusófona
Rui Reininho, 2402, músico
Nuno Ribeiro da Silva, 2383, economista, ex-secretário de Estado, presidente da Endesa Portugal
General Quesada Pastor, 2319, oficial do Exército
Almirante António Rebelo Duarte, 2297, oficial da Marinha
Sofia Galvão, 2296, advogada, ex-secretária de Estado
Francisco Oliveira Dias, 2263, médico, ex-presidente da Assembleia da República (entretanto, já falecido)
João Bosco Mota Amaral, 2244, jurista, ex-presidente do Governo Regional dos Açores, ex-presidente da Assembleia da República
Esmeralda Dourado, 2184, engenheira, gestora e administradora de empresas
Agostinho Pereira de Miranda, 2168, advogado, fundador da Miranda Alliance
Paulo Carmona, 2156, gestor, presidente do FAE – Fórum dos Administradores de Empresa
Rosalia Vargas, 2153, presidente da Agência Ciência Viva
Almirante António Balcão Reis, 2145, oficial da Marinha
Almirante Nuno Vieira Matias, 2140, oficial da Marinha, ex-CEMA
Pedro Velez, 2080, jurista, professor universitário e coautor do projeto de lei de reforma eleitoral
Maria Ester Vargas, 2009, professora, ex-deputada
Margarida Mercês de Mello, 1994, apresentadora de televisão, autora e realizadora de documentários
José Marques Vidal, 1993, magistrado do Ministério Público, ex-vice-procurador-geral da República, ex-diretor-geral da Polícia Judiciária e juiz conselheiro do Supremo Tribunal Administrativo
Nuno Roby Amorim, 1978, ex-jornalista, consultor de comunicação
Isilda Pegado, 1972, advogada, ex-deputada, dirigente da FPV
Margarida Gonçalves Neto, 1962, médica, ex-coordenadora nacional para os Assuntos da Família
José da Silva Peneda, 1956, economista, ex-ministro do Trabalho, ex-deputado ao Parlamento Europeu
Carina João Oliveira, 1946, engenheira civil, ex-deputada
Jorge Marrão, 1918, auditor, diretor da Deloitte, presidente da Missão Crescimento
Jacinto Lucas Pires, 1916, escritor
Matilde Sousa Franco, 1875, historiadora, académica, ex-deputada
Hélio Loureiro, 1885, chef
António Gentil Martins, 1814, médico
Manuel Braga da Cruz, 1796, professor universitário, ex-reitor da Universidade Católica
General José Rocha Vieira, 1717, oficial do Exército, ex-governador de Macau
Joaquim Vairinhos, 1707, ex-presidente da Câmara Municipal de Loulé, ex-deputado ao Parlamento Europeu
José Sucena Paiva, 1700, professor universitário e cientista, fundador e primeiro presidente do conselho de administração do Taguspark
José Roquette, 1632, economista, empresário, ex-banqueiro e ex-dirigente desportivo
Miguel Cadilhe, 1597, economista e político, ex-ministro das Finanças
Guilherme Valente, 1518, editor
Carlos Móia, 1464, empresário e dirigente desportivo
António Pinheiro Torres, 1459, advogado e ex-deputado
Martim Borges de Freitas, 1456, ex-dirigente parlamentar, dirigente associativo empresarial
Luís Cabral da Silva, 1454, engenheiro, especialista em transportes e vias de comunicação
Michael Rothwell, 1431, professor, dirigente da Comunidade Judaica do Porto
Manuel Serrão, 1422, empresário, comentador na televisão
Ana Cid Gonçalves, 1418, secretária-geral da APFN
Afonso Camões, 1254, jornalista e gestor
Fernando Paes Afonso, 1166, economista, gestor, ex-vice-provedor da SCML
Fernando Adão da Fonseca, 1164, economista, professor universitário, administrador de empresas, fundador do Fórum para a Liberdade de Educação
Marco Galinha, 1143, empresário
José de Melo Alexandrino, 1020, jurista, professor universitário
António Capucho, 987, político, ex-deputado nacional e europeu, ex-ministro, ex-conselheiro de Estado
Tiago Craveiro, 696, dirigente da FPF
Pedro Quartin Graça, 406, advogado, professor universitário e político, ex-deputado
Ventura Leite, 341, economista, político, ex-deputado
Henrique Neto, 278, empresário e gestor, ex-deputado, ex-candidato à Presidência da República
António Barreto, 227, cientista social, político, ex-ministro da Agricultura, investigador e cronista
Manuel Ramalhete, 82, economista e professor universitário
José de Azevedo Pereira, 51, economista, professor universitário, ex-presidente da Autoridade Tributária, dirigente da SEDES
Pedro Sampaio Nunes, 41, engenheiro, ex-vice-provedor da SCML, alto dirigente na Comissão Europeia, ex-secretário de Estado
João Luís Mota Campos, 36, advogado, ex-secretário de Estado da Justiça, dirigente da APDQ
José António Girão, 33, economista, professor universitário, dirigente da APDQ
Rui Paiva, 32, empresário, dirigente da SEDES
Ana Marta Castro, 23, advogada, coautora do projeto de lei de reforma eleitoral
António Pinho Cardão, 22, economista, administrador de empresas, dirigente da APDQ
António José Mocho, 21, consultor de comunicação, dirigente da APDQ
João de Jesus Ferreira, 14, engenheiro e consultor
Álvaro Beleza, 12, médico e político, dirigente da SEDES
Clemente Pedro Nunes, 11, engenheiro, professor universitário, empresário
João Duque, 10, economista, professor universitário, presidente da SEDES
Fernando Teixeira Mendes, 9, engenheiro, empresário, dirigente da APDQ
Gustavo Mesquita Guimarães, 6, economista, gestor, empresário
Gonçalo Carrilho, 5, jurista, assistente universitário, coautor do projeto de lei de reforma eleitoral
Maria João Louro, 4, economista, consultora, dirigente da SEDES
Luís Alves Monteiro, 3, engenheiro, administrador de empresas, presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro
A petição ainda pode ser subscrita em: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=voto-cidadania
Muito obrigado a todos pelo apoio a esta causa de cidadania.
José RIBEIRO E CASTROAdvogadoSubscritor do Manifesto "Por uma Democracia de Qualidade"
sexta-feira, 31 de maio de 2019
Olá, Fernando! Estás bom, pá? Um abraço
![]() |
| Uma das fotos da reportagem do jornal O Século, que narrou a nossa aventura. Nós somos os dois de pé, à esquerda: o meu irmão atrás, eu à frente. |
Desde que morreste, há coisa de cinco anos, só posso falar contigo por escritos como este, hoje, no Dia dos Irmãos, que é 31 de Maio. Ou também numa ou noutra oração para que estejas bem e, uma ou outra vez, quando os outros, olhando-me, noite entrada, são capazes de pensar que estou a falar sozinho. É uma chatice quando alguém parte cedo de mais. 61 anos é ainda demasiado cedo, quando tinhas tanto a dar e muita energia para gastar.
Há dias em Odemira, encontrei uma coisa a que vais achar graça. No escritório, ficou aquela secretária enorme do avô e respectiva estante. Remexendo numa gaveta, onde estão lápis, esferográficas, clips, borrachas, lacre, envelopes, encontrei um recorte de jornal muito dobradinho. Abri-o. É de O Século, de 21/7/1970, como está anotado pela letra do avô. É uma peça a três colunas, com quatro fotografias grandes. Devia ocupar uma meia página do jornal. O título, largo, é: “Salvos com dificuldade nas águas revoltas do Tejo quatro jovens cujo barco se voltou ao largo de Paço de Arcos”.
É isso mesmo: conta a nossa aventura que podia ter acabado muito mal. A reportagem começa assim: “A meio da tarde de ontem registou-se, ao largo da doca de Paço de Arcos, um acidente com uma pequena embarcação de recreio, no qual só por sorte e devido a serem bons nadadores, não foram tragados pelo mar quatro jovens (três rapazes e uma rapariga).” E lá diz quem éramos: “Seguia como patrão o cadete Fernando Augusto Castro, de 18 anos, acompanhado por seu irmão, José Duarte Castro, de 16, também cadete, e por dois amigos, Leonor Ramos, igualmente de 16, e pelo irmão desta, Salvador Sequeira, de 15, ambos estudantes.” O jornalista, vê lá tu, fez-me também cadete da Armada, certamente por ter imaginado a destreza com que nos safámos do naufrágio. A bordo do pequeno veleiro, classe “vouga”, do CNOCA, o Clube Náutico dos Oficiais e Cadetes da Armada, havia dois heroicos marinheiros, sábios navegadores: Fernando Augusto e José Duarte.
É impossível esquecer esse 20 de Julho, dia de anos do pai (fazia 48), que estava com a mãe em Lourenço Marques, numa conferência de cidades – nem sonharam a surpresa que lhes preparámos, se tivesse dado para o torto. O combinado era reunirmo-nos todos em Luanda – eu a 22, tu a 23.
A navegação do Alfeite para Santo Amaro tinha sido uma maravilha. Tu ao leme e na retranca com a vela grande e eu à proa no estai, parecíamos Vasco da Gama e seu imediato. Mas, no regresso, aquela manobra ousada de, com nortada muito forte e mar cheio de ondulação, irmos competir para o meio da embocadura do Tejo com outro veleiro, que fazia à vontade três do nosso “vouga”, revelou-se fatal. Conta o jornalista: “Tudo parecia correr da melhor maneira, quando, já no regresso à capital, a pequena embarcação, que navegava a cerca de mil metros da praia de Paço de Arcos, foi apanhada por violenta nortada, que, entretanto, se levantou naquela zona, e violento cachão e depois por uma volta do mar.” Segue a história trágico-marítima, focada no perigo extremo em que logo ficou o Salvador: “A situação agravou-se, tanto mais que a corrente naquele momento era também muito forte, dando origem a que o barco se voltasse, tendo caído ao mar todos os ocupantes, com excepção do Salvador, que ficou dentro da caixa do pequeno beliche da embarcação. A muito custo, o rapaz lançou-se à água e, a nado, conseguiu meios de safar-se pelos próprios meios da crítica situação, aproveitando a bolsa de ar formada pelo barco. Após certa luta com o mar, muito agitado, foi ao encontro dos companheiros que, nadando também com grande energia, e embora contra a corrente, conseguiram, ao fim de longo esforço, alcançar de novo a embarcação, para a qual se conseguiram, finalmente, içar.”
O quadro estava preto. Não conseguíamos endireitar a embarcação para ficarmos mais seguros. Manobrando com o nosso peso sobre o patilhão, duas vezes conseguimos pô-la direita; mas, com o vento e o peso da água que inundara o interior, logo se virava com o mastro para baixo. Estávamos já a mais de uma milha da costa e o dia a acabar. A corrente empurrava para fora. A esperança estava em alguém que nos visse na marginal e aos sinais que fazíamos. A ironia era estarmos em frente do Instituto de Socorro a Náufragos em Paço d’Arcos.
E foi a ironia que nos salvou: um passante viu-nos ainda a navegar; foi chamar a mulher para ver também o atrevimento do veleiro pequeno que voava atrás do veleiro grande; quando a mulher chega à amurada, só vê o veleiro grande e comenta, a rir-se, que o marido estava a ter visões; este quis provar que tinha razão, continuou de olhar fixo na área onde nos vira a navegar e viu, por duas vezes, o “vouga” endireitar-se e virar-se outra vez. Foi chamar mais gente. E todos viram os nossos sinais. Veio, então, o socorro do ISN. É o que conta a notícia: “Entretanto, os sinais foram vistos de terra por pessoas que imediatamente participaram o caso ao Instituto de Socorros a Náufragos, de Paço de Arcos, tendo avançado para o local o salva-vidas Almirante Freixo, sob o comando do patrão sr. Domingos Camarão e conduzido pelo motorista sr. José Augusto Canga, os quais acabaram por recolher os quatro jovens e rebocaram para a doca de Paço de Arcos a embarcação. O salvamento só foi possível devido à rápida intervenção do salva-vidas Almirante Freixo, pois com a fúria do mar, que aumentava de momento a momento, os quatro jovens já sem forças para se debaterem teriam sido arrastados pela forte corrente.”
A narrativa acaba com testemunhos mais ou menos abananados, depois de o jornalista elogiar as competências dos irmãos marinheiros: “A experiência dos dois cadetes, rapazes já com boas noções náuticas e conhecedores do mar, conseguiu acalmar os dois outros jovens que viveram momentos de profunda aflição na ânsia de se salvarem.” A mim, ficou-me a bastar ser arvorado em cadete pelo jornal. Mas, a ti, que o eras de verdade, sempre me pareceu, quando concluíste a Escola Naval, que não bastava seres o primeiro do teu curso, o “penico” do curso Afonso Cerqueira (o AC), mas cumpria que, em memória do “vouga” do CNOCA, te tivessem entregue uma distinção por honra, bravura e glória. Ficaram a dever-te esta.
Fizemos muitas aventuras. Nenhuma foi tão perigosa quanto este passeio no rio se tornou. Mas a pior aventura e a mais estúpida de todas foi termos começado a fumar. Éramos muito novos e o cigarro era um modo de afirmação. Foi esta aventura que te levou; e, embora eu tenha já deixado de fumar vai quase para 20 anos, a verdade é que não sei o mal que deixou e ainda fará.
A seguir ao naufrágio, juntámo-nos aos pais em Angola, como previsto, para um mês em Luanda com os tios e os primos. Olha: um programa de irmãos em diferentes tabuleiros. Marcou-me tanto essa estadia em Angola… Lembro-a muitas vezes como o tempo da minha vida em que, tendo muitas perguntas, recebi todas as respostas. De Angola. Há ali um feitiço qualquer. Não sei se se passou o mesmo contigo. Grande terra, gente fantástica. E ir aos sítios que o pai e o tio tinham contado da sua infância e juventude em Luanda e observar se eram iguais, ou não, ao que tínhamos imaginado – foi como reler uma novela ao vivo. Verdadeiramente único.
Há poucos dias, a Maia mandou-nos um vídeo dos meus netos de Macau, que já não te conheceram. Têm cinco e quatro anos. Fazem-me lembrar muito de nós os dois, quando os vejo a brincar ou a conversar. São dois rapazes, com um ano e picos de diferença – como nós. O vídeo mostra o mais velho a montar um aparelho luminoso, que vinha num estojo de “pequeno cientista”. A cena da montagem é deliciosa, com o mais novo, por trás ou ao lado, a seguir tudo com absoluta atenção e, às vezes, entrando a ajudar. Conseguiram montar a engenhoca, para orgulho da mãe que nos enviou o vídeo.
Daqui por uns anos, quando evoluírem para a química ou a física avançada, como nós fizemos com aquelas caixas magníficas do Chemical Engineering e material improvisado na drogaria, terei curiosidade em ver se a mãe terá o mesmo desvelo com as experiências químicas como as que fazíamos na casa de banho (e levavam a nossa mãe a um ataque de nervos, embora deixássemos tudo em ordem, com excepção daquele espelho que teve de ser substituído) ou investigações eléctricas, que rebentavam frequentemente o quadro. A verdade é que ficámos peritos em fusíveis e a electricidade não tem segredos para nós. Mas, hoje, com os disjuntores, imagino que, acima de certa carga, possa ser mais complicado.
Continuo a cruzar-me com pessoas que, não só na Marinha, se cruzaram contigo e me falam com saudade de ti. Não há dúvida, Fernando: deixaste uma boa pegada ecológica. Fizeste bom ambiente por onde passaste.
E os meus filhos, quando falamos de ti, dizem-me sempre que somos iguais. Os teus filhos também dizem isso. Eu não acho, mas talvez seja assim, à medida que fomos caminhando para velhos. Os nossos filhos o mais citam, como prova, são as nossas gargalhadas, de que se lembram quando estávamos juntos. Esta parte é que é a parte chata: não se consegue gargalhar sozinho.
No outro dia, dei-me conta de que, agora, sou mais velho que tu. Fui sempre o mais novo e, agora, sou mais velho. Tu paraste o teu contador e o meu continua a contar. Já vou com um pouco mais de três anos do que aqueles que fizeste. E tinha um ano e meio para menos. Esta parte também não gosto. Não me dá jeito nenhum ser mais velho. Como estava é que estava bem. E podíamos gargalhar os dois.
Olha: não sei se poderás responder-me e não estou a contar com isso. Nas nossas conversas agora, falo eu. E está bem assim. Mas, se me responderes, não quero que me contes como é onde tu estás. Se tiver a sorte de, um dia, ir ter contigo onde tu estás, eu quero ter o prazer de o descobrir e conhecer por mim próprio. Depois, poderás mostrar-me algum recanto de que gostes mais, como o pai e o tio fizeram connosco em Luanda naquele 1970 do naufrágio. Não contes agora.
Olha pelos teus filhos e netos. E, já agora, olha também pelos meus filhos e netos. Obrigado pelo tempo que passámos juntos. Obrigado por tudo o que crescemos.
quarta-feira, 24 de abril de 2019
Eleger o deputado, não só o partido – o modelo português
O sistema eleitoral deve assegurar bem a tripla representação democrática do país: a equilibrada representação do território, a efectiva representação da cidadania, a justa representação das correntes políticas.
Eleger o deputado, não só o partido – o modelo português
Numa altura em que se aproxima do fim a apreciação parlamentar da Petição n.º 589/XIII/4, já com 7.237 subscritores, cabe recapitular a reforma de sistema eleitoral proposta pela SEDES e pela APDQ: prevê 229 deputados (hoje, são 230); a emigração mantém quatro deputados, repartidos por dois círculos (Europa e resto do Mundo), com as regras atuais de eleição; reservam-se 15 mandatos para um círculo nacional de compensação ou repescagem; e 210 mandatos são distribuídos pelo território nacional, dividido em círculos plurinominais e uninominais, segundo a divisão política e administrativa do país.
O sistema proposto é frequentemente designado como o “modelo alemão”. Este é, dos sistemas mistos de compensação que há no mundo, o mais próximo daquele que preconizamos e ajuda, com a sua longa prática, a esclarecer muitas dúvidas. Mas o nosso é uma proposta original, ajustada às características e necessidades de Portugal e à nossa tradição recente, além de traduzir fielmente o que a Constituição preconiza desde 1997. É, por isso, o modelo português:
Artigo 149.º
Círculos eleitorais
1. Os Deputados são eleitos por círculos eleitorais geograficamente definidos na lei, a qual pode determinar a existência de círculos plurinominais e uninominais, bem como a respectiva natureza e complementaridade, por forma a assegurar o sistema de representação proporcional e o método da média mais alta de Hondt na conversão dos votos em número de mandatos.
2. O número de Deputados por cada círculo plurinominal do território nacional, excetuando o círculo nacional, quando exista, é proporcional ao número de cidadãos eleitores nele inscritos.
Os círculos plurinominais correspondem, como hoje, ao território das regiões autónomas e, no Continente, dos distritos, estabelecendo-se a regra de elegerem, no mínimo, oito deputados, o que leva a agregar distritos vizinhos de peso inferior até atingir aquele mínimo. As regiões autónomas mantêm a individualidade política, cabendo seis deputados a cada.
Os círculos uninominais, que designam um deputado cada, correspondem a subdivisões do território dos círculos plurinominais em número de metade dos deputados que caibam à respectiva circunscrição – segue-se o princípio da repartição paritária dos candidatos em listas plurinominais e em círculos uninominais, como na Alemanha. Por exemplo: se o círculo de Lisboa eleger 42 deputados, terá 21 círculos uninominais e listas plurinominais de 21 candidatos cada; o círculo da Madeira, por seu turno, com seis deputados, terá três círculos uninominais e listas plurinominais de três candidatos cada. Também os círculos uninominais deverão respeitar a divisão administrativa do país, quanto a municípios e freguesias: os municípios vizinhos que se agregam até terem os eleitores suficientes para a escolha de um deputado, têm de ser agregados inteiros; e só podem ser fracionados, quando, nos municípios mais populosos, caibam dois ou mais deputados – e, neste caso, cada círculo uninominal inframunicipal só pode agregar freguesias inteiras dentro de um mesmo município.
Cada eleitor terá, no seu boletim, um duplo voto: por um lado, vota num partido ou coligação, no círculo plurinominal; por outro, escolhe o deputado da sua preferência no território de maior proximidade, o círculo uninominal.
A votação no círculo uninominal serve unicamente para designar o respectivo vencedor – estas votações não se somam nem a nível regional ou distrital, nem a nível nacional. O voto no partido ou coligação é que determina a composição proporcional da Assembleia, tal como hoje: reparte proporcionalmente entre partidos ou coligações os lugares, por regiões ou distritos; e é a soma destas votações que dá os resultados no território nacional.
Os mandatos são atribuídos dando prioridade aos candidatos que tenham vencido nos círculos uninominais: estes são eleitos, à cabeça, dentro da quota regional ou distrital do respectivo partido ou coligação, à frente dos candidatos na respectiva lista plurinominal. Os outros candidatos nas listas plurinominais são eleitos, de seguida, pela sua ordem e dentro da proporção que ainda couber. Por exemplo, regressando ao exemplo da Madeira (seis deputados) de há pouco, imaginemos um partido que obteve 50% dos votos (correspondendo a três mandatos no todo regional) e cujos candidatos individuais venceram nos três círculos uninominais: elege estes três deputados e nenhum da respectiva lista. Imaginemos um partido que obteve 30% dos votos na contagem plurinominal (correspondendo a dois mandatos pelo método d’Hondt) e cujos candidatos não ganharam nenhum uninominal: elege os dois primeiros deputados na respectiva lista. Mas imaginemos que este partido com 30% dos votos e dois mandatos, teve um candidato a vencer num círculo uninominal: elege este vencedor uninominal e o primeiro da lista plurinominal.
Assim se cumpre a exigência constitucional: “círculos plurinominais e uninominais [em] complementaridade, por forma a assegurar o sistema de representação proporcional”. Os 210 deputados eleitos pelos círculos territoriais são eleitos em moldes proporcionais, sendo metade deles (105) eleitos directamente pelos eleitores, com prioridade dentro da quota proporcional obtida pelos respectivos partidos.
Finalmente, o círculo nacional, com os 15 últimos mandatos. É um círculo sem candidatos, já que todos os candidatos têm que ter relação com o território. O círculo nacional completa o primeiro escrutínio por regras de repescagem: assegura uma margem razoável de aceitação de “mandatos supranumerários”, os candidatos que vençam em círculos uninominais, mas acima da quota proporcional do seu partido; e garante a proporcionalidade da representação parlamentar, onde tenha sido distorcida por algum factor do apuramento. Actualmente, esta distorção acontece em todas as eleições, mas não é corrigida.
É cumprido o princípio fundamental do Manifesto por uma Democracia de Qualidade, de 2014. O sistema eleitoral deve assegurar bem a tripla representação democrática do país: a equilibrada representação do território, a efectiva representação da cidadania, a justa representação das correntes políticas.
O sistema é muito simples, sobretudo para o eleitor: ao longo do dia, os cidadãos exprimem, com duas cruzinhas no boletim de voto, a escolha de um partido ou coligação e a escolha do seu deputado; e, ao fim da noite, vêem uma Assembleia proporcional como hoje, mas em que metade dos deputados foram escolhidos por si e os demais influenciados determinantemente pela cidadania na formação das listas e candidaturas. Faz toda a diferença.
Não há qualquer razão para não caminharmos neste sentido. Não há qualquer razão para continuarmos a não resgatar a democracia ao descontentamento e à decadência.
Estamos à espera de quê?
José RIBEIRO E CASTRO
Advogado
Subscritor do Manifesto "Por uma Democracia de Qualidade"
NOTA: artigo publicado no jornal i













