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terça-feira, 1 de maio de 2012

Ciclos da Férin: Mário Soares, a Europa e Lucas Pires


Pode ouvir aqui, clicando no link em baixo, a gravação da conferência-debate de Mário Soares sobre a "A Europa na encruzilhada", partindo da apresentação do  livro de Francisco Lucas Pires«Amsterdão - Do Mercado à Sociedade Europeia?».



Este programa não chegou a ser emitido pela Antena Um, uma vez que a gravação ficou com baixa qualidade. A Antena Um retransmite normalmente estas sessões, no quadro da parceria que mantém com a Livraria Férin e o "Avenida da Liberdade", quanto ao ciclo POLÍTICA & PENSAMENTO: A VOZ DOS LIVROS

conferência realizou-se no dia 5 de Março.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ciclos da Férin: Carlos Magno e Maquiavel


Pode ouvir aqui, clicando no link em baixo, a gravação da conferência-debate de Carlos Magno sobre o  livro de Nicolau Maquiavel«O Príncipe».

Ouvir: Carlos Magno e Maquiavel.

Este programa foi emitido pela Antena Um, no passado dia 4 de Março, no quadro da parceria que mantém com a Livraria Férin e o "Avenida da Liberdade", quanto ao ciclo POLÍTICA & PENSAMENTO: A VOZ DOS LIVROS

conferência realizou-se no dia 13 de Fevereiro.

sábado, 21 de abril de 2012

Ciclos da Férin: João Salgueiro e a crise das dívidas soberanas


Pode ouvir aqui, clicando no link em baixo, a gravação da conferência-debate de João Salgueiro sobre o  livro de Jacques Attali«Estaremos Todos Falidos Dentro de Dez Anos?».

Ouvir: João Salgueiro e a crise das dívidas soberanas.

Este programa foi emitido pela Antena Um, no passado dia 18 de Fevereiro, no quadro da parceria que mantém com a Livraria Férin e o "Avenida da Liberdade", quanto ao ciclo POLÍTICA & PENSAMENTO: A VOZ DOS LIVROS

conferência realizou-se no dia 6 de Fevereiro.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ciclos da Férin: Pedro Lomba e a Doutrina Social da Igreja


Pode ouvir, clicando no link em baixo, a gravação da conferência-debate de Pedro Lomba sobre o «Compêndio da Doutrina Social da Igreja».

Ouvir: Pedro Lomba e a Doutrina Social da Igreja.

Este programa foi emitido pela Antena Um, no passado dia 21 de Janeiro, no quadro da parceria que mantém com a Livraria Férin e o "Avenida da Liberdade", quanto ao ciclo POLÍTICA & PENSAMENTO: A VOZ DOS LIVROS

A conferência realizou-se no dia 10 de Janeiro, estreando o ciclo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Da Democracia na América


Foi mais uma magnífica sessão na Livraria Férin a apresentação feita por João Carlos Espada, na passada segunda-feira, 2 de Abril, do grande clássico de Alexis de Tocqueville, "Da Democracia na América", dentro do ciclo POLÍTICA E PENSAMENTO: A VOZ DOS LIVROS.

João Carlos Espada, além de ser um profundo conhecedor e estudioso da obra, que prefaciou com um brilhante ensaio para a edição portuguesa com chancela da PRINCIPIA, preparou uma apresentação inspirada, muito clara e muito bem estruturada, em 35 minutos verdadeiramente de luxo.

Isto não é a mesma coisa do que ter tido o privilégio de ouvir a sessão ao vivo ou de dialogar com João Carlos Espada, nos 20 minutos de debate, que encerraram a sessão da Férin. [A Antena Um vai transmitir também a gravação da sessão.] Mas, como um cheirinho, aqui deixamos, com a devida vénia, o artigo que João Carlos Espada fez sair no jornal PÚBLICO nesse mesmo dia:


Recordando Alexis de Tocqueville

Basicamente, Tocqueville anunciara, em 1835, o advento da era democrática no Ocidente cristão

A Livraria Férin do Chiado continua hoje o ciclo de conferências Política e Pensamento: A voz dos livros, promovido por José Ribeiro e Castro, com uma sessão dedicada a Tocqueville e à sua obra central, Da Democracia na América. Regressar a uma velha e nobre livraria do Chiado é sempre um prazer. Fazê-lo sob a égide de Tocqueville é uma felicidade.

Em 1835, quando Tocqueville publicou o primeiro volume da sua Democracia na América, o êxito foi retumbante. Foi nomeado para a Academia Francesa em 1841 e o livro foi de imediato traduzido e publicado em Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Espanha, Hungria, Dinamarca e Suécia. (Entre nós, a primeira tradução integral foi publicada em 2001 pela editora Principia).

Mas o olhar crítico de Tocqueville sobre as concepções jacobino-napoleónicas de democracia não fez perdurar a sua popularidade em França. Foi só através do saudoso Raymond Aron, na década de 1980, que Tocqueville voltou a ser descoberto no seu país natal, mais de um século após ter falecido, em 1859.

Basicamente, Tocqueville anunciara, em 1835, o advento da era democrática no Ocidente cristão. A democracia, enquanto igualdade de condições perante a lei, substituiria o regime aristocrático ainda dominante na Europa. A América liderava a emergência da era democrática que seria também imparável na Europa.

Como aristocrata, católico e liberal, Tocqueville era um amigo da democracia. Mas alertou para que a nova era democrática poderia assumir duas modalidades: liberal ou despótica. A experiência americana, por contraste com a francesa, permitia a um observador atento identificar os ingredientes que favorecem uma versão liberal da democracia, em contraposição à versão despótica.

Tocqueville, em rigor, identificou dois conceitos de democracia. Um, inerente à revolução americana de 1776 e herdeira da tradição liberal inglesa, vê a democracia como reforço do princípio do Governo limitado pela lei que presta contas aos contribuintes. O outro, herdeiro do centralismo do Antigo Regime continental e da Revolução Francesa de 1789, vê a democracia como a substituição do governo absoluto do Rei pelo governo absoluto e ilimitado em nome da povo.

Entre os ingredientes que favorecem a versão liberal da democracia, Toqueville sublinhou dois em particular: a arte de associação dos americanos e a liberdade religiosa.

Por arte de associação, Toqueville designou a sociabilidade espontânea que permite aos americanos reunirem-se livremente em associações de todos os tipos: "Religiosas, morais, sérias e fúteis, muito gerais e muito particulares, enormes e ínfimas".

O efeito prático desta arte de associação reside na criação espontânea de inúmeros pólos descentralizados - instituições intermédias entre o Estado central e os indivíduos atomizados. Estas instituições intermédias, a que chamamos sociedade civil, constituem então poderosos freios e contrapesos sobre o poder político e a sua ambição uniformizadora.

A religião, sobretudo a religião judaico-cristã, constitui outro freio e contrapeso particularmente poderoso contra a ambição expansionista do Estado absolutista em nome do povo.

O cristianismo consagra a existência de duas cidades, a cidade dos homens e a cidade de Deus, introduzindo por essa via o mais poderoso limite ao poder político: o limite da liberdade religiosa, fundada na liberdade de consciência da pessoa.

Na chamada "querela das investiduras" de 1075 - em que o Papa Gregório VII restaurou a independência da Igreja de Roma face ao poder secular - e na Magna Carta de 1215, em que a aristocracia inglesa reafirmou os limites ao poder do Rei, o primeiro principio da liberdade é o principio da liberdade religiosa.

Por que razão é a liberdade tão importante para Tocqueville? Porque, a longo prazo, só ela garante a prosperidade das nações, como diria Adam Smith. Mas Tocqueville alertou também para que "os homens que só valorizam na liberdade o usufruto desses bens (materiais) nunca a conservaram por muito tempo. Aquilo que, em todos os tempos ancorou a liberdade no coração de alguns homens foi o seu encanto próprio, independentemente dos seus benefícios: foi o prazer de poder falar, agir, respirar sem constrangimento, sob o único governo de Deus e das leis".

João Carlos ESPADA

[artigo publicado no jornal PÚBLICO, de 2-abr-2012]

domingo, 25 de março de 2012

Novidades no ciclo "Política e Pensamento"


O jornal "Correio da Manhã" passa a ser um dos media partners do ciclo POLÍTICA E PENSAMENTO: A VOZ DOS LIVROS, que retoma as suas sessões no próximo dia 2 de Abril. 

Recordamos a próxima programação, até às férias de Verão, desta iniciativa da parceria Avenida da Liberdade/Livraria Férin:

  • 2-ABR-2012 | João Carlos Espada | Da Democracia na América, de Alexis de Tocqueville
  • 16-ABR-2012 | João Pereira Coutinho | Reflexões sobre a Revolução em França, de Edmund Burke
  • 7-MAI-2012 | José Manuel Fernandes | A Ética Católica e o Espírito do Capitalismo, de Michael Novak
  • 21-MAI-2012 | D. Manuel Clemente | Os Descobridores, de Daniel Boorstin
  • 4-JUN-2012 | Jaime Nogueira Pinto | O Fim da História e o Último Homem, de Francis Fukuyama
  • 25-JUN-2012 | Miguel Morgado | A Utopia, de S. Tomás Moro
  • 2-JUL-2012 | Viriato Soromenho-Marques | O Federalista, de Alexander Hamilton, James Madison e John Jay

Por outro lado, quanto à programação após as férias de Verão, já estão também definidos, quanto a algumas das sessões, os respectivos oradores e os livros que apresentarão:

  • 17-SET-2012 | Graça Franco | Quando a China Despertar, de Alain Peyrefitte
  • 1-OUT-2012 | José Pacheco Pereira | O Livro Negro do Comunismo (obra colectiva)
  • 15-OUT-2012 | Esther Mucznik | O Choque das Civilizações e a Mudança na Ordem Mundial, de Samuel Huntington
  • 5-NOV-2012 | Diogo Freitas do Amaral | Princípios de uma Política Humanista, de Jacques Maritain
  • 17-DEZ-2012 | Alfredo Bruto da Costa | Gaudium et Spes (Concílio Vaticano II)

As sessões decorrem sempre na Livraria Férin, ao Chiado (Rua Nova do Almada,74), em Lisboa, entre as 18:30 e as 19:45 horas. Tome nota já na sua agenda.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Justiça ao Príncipe



Na segunda-feira, fez-se justiça a Maquiavel. A apresentação de Carlos Magno foi brilhante: fácil de seguir e profunda, muito bem contextualizada quer no seu tempo, quer na transposição para os nossos dias. E, grande conversador que é, ilustrando vários momentos com conversas cruzadas com Jorge de Sena e Francisco Lucas Pires.

Brilhou aquele que, para muitos, é um dos fundadores da Ciência Política contemporânea: Nicolau Maquiavel.

Por mim, aproveitei para desmontar o que chamei de "a armadilha das citações" e que procurei provocar no post de ontem. Como comentei, "a má fama de Maquiavel deve-se mais às citações que dele se fazem mais do que àquilo que realmente escreveu." E também contei a minha experiência de quando li "O Príncipe" pela primeira vez, nos meus tempos de estudante: "Foi assim como, hoje, comprar um jornal que também tenha aderido à moda dos títulos sensacionalistas na primeira página e, depois, verificar que, lá dentro, o jornal tem muito mais conteúdo do que imaginaria. É um misto de desapontamento e encantamento: desapontamento para os que o imaginariam superficial e caceteiro; encantamento por verificar que tinha muito mais alimento do que a montra deixava adivinhar."

Maquiavel merece ser lido. E os seus escritos são mais narrativas, absolutamente frias, de alguns modos da política do que propriamente recomendações. É um erro - um erro de palmatória - ajuizá-lo pelas tábuas da moral, que foi justamente o patamar que ele procurou evitar.

As citações não lhe fazem justiça. E menos ainda os que apenas o citam, sem nunca o terem lido. Esses são os verdadeiros maquiavélicos: só retêm os truques, não o saber. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Um príncipe, dois príncipes, três príncipes


Nicolau MAQUIAVEL (1469-1527)
«Uma guerra é justa quando é necessária.» 
«Tornamo-nos odiados tanto fazendo o bem como fazendo o mal.» 
Estas são duas das mais conhecidas citações de Maquiavel. Podia citar outras, tiradas já de “O Príncipe”, a sua obra de referência:
«Os homens hesitam menos em ofender quem se faz amar do que em ofender quem se faz temer; porque o amor é mantido por um vínculo de obrigação que, por serem os homens pérfidos, é rompido por qualquer ocasião em benefício próprio; mas o temor é mantido por um medo de punição que não abandona jamais.» 
«São tão simples os homens e obedecem tanto às necessidades presentes, que quem engana encontrará sempre alguém que se deixa enganar.»
«As injúrias devem ser feitas todas de uma só vez, a fim de que, saboreando-as menos, ofendam menos: e os benefícios devem ser feitos pouco a pouco, a fim de que sejam mais bem saboreados.»
«Os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do património.»
«Todos vêem o que pareces, poucos percebem o que és.»
Com esta introdução, não é difícil perceber por que motivo “O Príncipe” é ainda hoje considerado um manual de referência do cinismo político, mesmo o manual de referência do cinismo político. Nem custa entender a razão por que a palavra “maquiavelismo” ganhou o significado que todos lhe atribuímos: política feita sem moral, por pura razão fria de poder; ausência absoluta de ponderações éticas e puro imperativo prático de conquista, de conservação ou de reforço do poder. 

Mas será mesmo assim? Foi isso que Maquiavel escreveu? E é isso que dele devemos guardar hoje?

Nicolau Maquiavel foi um escritor, diplomata e pensador político, que viveu em Florença entre os séculos XV e XVI. Conheceu o apogeu da era dos célebres Medici e acompanhou os seus altos e baixos. Esteve próximo do poder, também junto dos não menos célebres Borgia, na Romanha, mas sofreu também a perseguição: esteve preso e chegou a ser torturado. Muitos dos seus  textos, como “O Príncipe”, são escritos já depois de retirado, nos últimos anos da sua vida, registando o saber da longa experiência adquirida e vivida, ou compendiando escritos avulsos da sua carreira. Conselheiro de príncipes, Maquiavel foi, ele próprio, um príncipe do pensamento político do Alto Renascimento e marcou um registo que nunca mais se apagou. Até hoje.

Para nos falarmos de “O Príncipe”, na sessão de hoje do ciclo POLÍTICA E PENSAMENTO: A VOZ DOS LIVROS, na Livraria Férin, convidámos outro príncipe: Carlos Magno. 

Carlos Magno é um príncipe do jornalismo português. E, hoje, como presidente da ERC, é mesmo o príncipe dos príncipes.

Homem do Porto (que é, desde 2009, bem ditas as coisas, a minha cidade de eleição), aí se licenciou em Jornalismo e andou também pela Filologia Germânica e pelas Línguas e Literaturas Modernas. Especializou-se em Filosofia da Comunicação e ensina no Instituto Superior de Comunicação Empresarial (ISCEM), em Lisboa, bem como na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, em Braga. Leccionou outras matérias da sua especialidade na Escola Superior de Jornalismo do Porto (a sua escola), no ISAG do Porto, no Instituto Superior Miguel Torga e no Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais (IESF).

Como jornalista, começou na Rádio Universidade e fez uma longa e sólida carreira na Antena 1, RDP - aí chegaria a Director-Adjunto de Informação e foi comentador permanente até há poucos meses, bem como na RTP. Foi também editor do Expresso, fundador da TSF, onde chegaria a administrador e director, membro da direcção do Diário de Notícias e fundador do canal de televisão por cabo que deu origem à RTP-N, hoje RTP-Informação. Onde? No Porto, claro! 

É um conversador inveterado e um entrevistador temível. Pedimos-lhe justamente para vir conversar connosco.

Nos tempos da TSF, Carlos Magno teve um programa de análise política que se chamou “Freud & Maquiavel”. Começa aí a história do convite de hoje. E, em 2007, interrogado pelo JN, Carlos Magno diz o seguinte: «Li Maquiavel pela mão de Jorge de Sena que defendia a tese de que verdadeiramente maquiavélico era o Príncipe. O Carlos Amaral Dias ensinou-me a ler Freud. E com ele percebi que se o Maquiavel fosse vivo seria hoje um «spin doctor» do marketing político.»

É esta ideia, uma ideia atraente, transplantando Maquiavel e o maquiavelismo para a política dos nossos dias, que desencadeou o desafio que fiz a Carlos Magno. Queria o seu olhar de jornalista e de estudioso, que sabemos que também é.  

Mas, há dias, acresceu outro motivo de interesse. Perguntava eu ao Carlos Magno que livro preferia que aqui estivesse, de entre as várias edições portuguesas de “O Príncipe” de Maquiavel. E perguntava-lhe se preferia a edição da Presença, ou a da Temas e Debates, ou a da Europa-América, ou outra ainda. Carlos Magno respondeu-me na volta: «A edição da Europa-América é fundamental: é que tem o comentário de Napoleão Bonaparte.»

Distracção minha. Eu devia ter calculado. Para quem se chama Carlos Magno, só podia ter préstimo o comentário de Napoleão Bonaparte ou mais acima. Em rigor, Carlos Magno e Napoleão são colegas. A palavra, portanto, ao jornalista, estudioso, príncipe e imperador.

Às 18:30 horas, na Livraria Férin, ao Chiado em Lisboa, com apoio e cobertura especial do jornal i e da Antena 1. Até já!


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O dedo na ferida

Jacques Attali é, em França, um altamente reputado professor e escritor. Conselheiro de Estado honorário, foi conselheiro especial do Presidente da República, François Mitterrand, de 1981 a 1991.

Autor de vários livros, lançou em 2010 um ensaio sobre aquele que é ainda o tema dominante do momento: a crise das dívidas soberanas.

«Tous ruinés dans dix ans?»  tornou-se rapidamente um best seller e compreende-se bem porquê: esta crise veio para ficar. Não há meio de nos largar a porta, nem de sair do palco.

Na edição original da Fayard, sintetizavam assim os editores: «Será que vamos todos estar arruinados dentro de dez anos? Nunca, salvo durante a Segunda Guerra Mundial, a dívida pública dos principais países do Ocidente foi tão alta. Nunca foram tão graves os perigos que ela representa para a democracia. Para compreender as razões subjacentes que podem levar os Estados como a Islândia e a Grécia à falência, Jacques Attali percorre de novo a história da dívida pública, que é também a da constituição progressiva da função soberana e daquilo que ameaça destruí-la. Esta é a encruzilhada da dívida pública actual, decorrente da crise financeira e cuja superação é necessária à solução desta, mas onde cada um sente bem que aquela não pode continuar a crescer sem provocar as piores catástrofes. Ainda é possível resolver estes problemas, evitar a depressão, a inflação e a moratória, repensando o papel do Estado soberano e da percentagem da despesa pública, estabelecendo diferentes regras contabilísticas e uma nova arquitectura financeira e política, tanto em França, como na Europa ou no mundo.»

Isto era a reflexão de Attali em 2010. Como estamos hoje, dois anos depois? 

O livro chegaria também rapidamente a Portugal, através da Aletheia, que o apresenta desta forma, citando o autor: «Estaremos arruinados dentro de pouco tempo? Estaremos a levar os nossos filhos à ruína? Poucas vezes tais questões terão sido colocadas de forma tão incisiva. Com efeito, à excepção dos períodos de guerra total, nunca a dívida pública dos países mais poderosos foi tão elevada como é hoje. E nunca os riscos que tal implica para o nível de vida e os sistemas políticos destes mesmos países foram tão ameaçadores como são hoje. Poderá parecer que estamos perante um assunto árido e técnico, mas na verdade não é assim, porque o que está em causa é o nosso destino. Nomeadamente em França, se não se põe imediatamente travão ao crescimento da dívida pública, o próximo Presidente da República ver-se-á obrigado a passar todo o seu mandato a impor uma política de austeridade; e a França e cada um dos franceses passarão a próxima década a sofrer as consequências das loucuras cometidas na década que terminou. Como poupar às gerações futuras a obrigação de pagarem – e de pagarem caro – o cinismo dos nossos contemporâneos?» 

Sem cuidarmos de saber se Sarkozy e Hollande, os grandes actores das próximas eleições presidenciais francesas, o terão lido, será este o livro no centro da palestra e do debate de hoje. É logo ao fim da tarde, na Livraria Férin, em mais uma sessão do ciclo POLÍTICA E PENSAMENTO: A VOZ DOS LIVROS, com o apoio do jornal i e da Antena Um. Orador convidado: João Salgueiro. Apareça!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Estados Unidos fecham primeira série da Tertúlia Diplomática



O embaixador Alan J. Katz aceitou ser o orador da última sessão da primeira série da Tertúlia Diplomática "Portugal, a Europa e o Mundo", que está marcada para 10 de Julho.

Ficou fechado o elenco de embaixadores desta primeira série da Tertúlia, um êxito já da parceria Avenida da Liberdade/Livraria Férin.

Depois das sessões de:
  • 21-Nov-2011 | Katarzyna Skórzyńska - embaixadora da Polónia
  • 13-Dez-2011 | Markéta Šarbochová - embaixadora da República Checa

teremos as seguintes sessões:
  • 17-Jan-2012 | Helmut Elfenkämper - embaixador da Alemanha
  • 28-Fev-2012 | Helder Lucas - embaixador, chefe da Missão de Angola junto da CPLP
  • 13-Mar-2012 | Pascal Teixeira da Silva - embaixador de França
  • 10-Abr-2012 | Norbert Konkoly - embaixador da Hungria
  • 15-Mai-2012 | Francisco Vilar - embaixador de Espanha
  • 19-Jun-2012 | Natália Carrascalão - embaixadora de Timor-Leste
  • 10-jul-2012 | Alan J. Katz - embaixador dos Estados Unidos da América

A  Tertúlia Diplomática está prevista reiniciar-se a 9 de Outubro, para uma segunda série, de novo com sessões mensais.

RR com "Tertúlia Diplomática"


A Rádio Renascença confirmou, ontem, a sua associação como apoio do ciclo das Tertúlias Diplomáticas "Portugal, a Europa e o Mundo", juntando-se, assim, ao Diário Económico.

Ficou fechado deste modo o elenco dos media partners dos dois ciclos de palestras-debate que estão a ser promovidos pela parceria "Avenida da Liberdade"/Livraria Férin: o ciclo quinzenal POLÍTICA E PENSAMENTO: A VOZ DOS LIVROS com o jornal i e a Antena 1; o ciclo mensal TERTÚLIA DIPLOMÁTICA com  a  RR e o Diário Económico.

A próxima sessão da Tertúlia Diplomática é já na próxima terça-feira, 17 de Janeiro, pelas 18:30 horas, na Livraria Férin, em Lisboa (ao Chiado). Será orador o embaixador da Alemanha, Helmut Elfenkaemper, que apresentará o livro clássico de Max Weber "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo" e falará sobre «A actual situação económica e social da Alemanha»

A sessão é aberta. Para participar, inscreva-se aqui.

Num tempo em que tanto se comenta sobre as posições da Alemanha no contexto da crise actual, nada como conhecer um pouco mais do que está por detrás dessas posições e procurar mergulhar um pouco mais no pensamento e nos sentimentos profundos da sociedade alemã.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Tertúlia Diplomática ganha apoios



O director do "Diário Económico" confirmou, hoje, que o DE irá passar a patrocinar o outro ciclo da parceria Livraria Férin/Avenida da Liberdade, a Tertúlia Diplomática "Portugal, a Europa e o mundo".

A próxima sessão da Tertúlia Diplomática será no dia 17 de Janeiro, pelas 18:30 horas, tendo por orador o Embaixador da Alemanha, Helmut Elfenkämpe. Falará sobre «A actual situação económica e social da Alemanha» e apresentará um grande livro clássico do pensamento alemão: "A Ética protestante e o espírito do capitalismo", da autoria de Max Weber.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Política e pensamento



Está assegurado. O jornal "i" patrocina o ciclo POLÍTICA E PENSAMENTO: A VOZ DOS LIVROS, que se inicia, agora, em Janeiro de 2012, numa parceria da Livraria Férin e do Avenida da Liberdade.

Tome nota das primeiras quatro sessões:

  • 9 de Janeiro - Pedro Lomba sobre «Compêndio da Doutrina Social da Igreja», do Conselho Pontifício "Justiça e Paz", edição da Principia.
  • 19 de Janeiro - Álvaro Santos Pereira sobre «Portugal na Hora da Verdade», de Álvaro Santos Pereira, edição da Gradiva.
  • 6 de Fevereiro - João Salgueiro sobre «Estaremos Todos Falidos Dentro de Dez Anos?», de Jacques Attali. edição da Aletheia.
  • 13 de Fevereiro - Carlos Magno sobre «O Príncipe», de Maquiavel, edição da Editorial Presença.

Na Livraria Férin (Rua Nova do Almada, nº 70 - em Lisboa, ao Chiado), sempre às 18:30 horas, em sessões de apresentação e debate com duração de uma hora.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ano Novo, novo ciclo



"Em Portugal, certamente na Europa, seguramente no Ocidente, porventura no mundo inteiro, vivemos tempos de grandes interrogações. Andamos todos em busca de um «novo paradigma» como se fora o Santo Graal deste tempo." - assim começa a nota de apresentação de uma surpresa nossa para 2012. 

Depois do sucesso que têm sido as sessões da "Tertúlia Diplomática", o Avenida da Liberdade arranca o Ano Novo com outro ciclo de palestras e debates, em parceria com a Livraria Férin: Política e Pensamento: a voz dos livros.

Para animarmos as sessões (estas serão quinzenais), já temos garantido um elenco de luxo. O programa da 1ª série está todo estabelecido até à interrupção do Verão, em meados de Julho. E várias das sessões da 2ª série, que começará em Setembro, também já estão definidas.

«Política e Pensamento: a Voz dos Livros» pretende ajudar a reflectir sobre grandes livros que inspiraram o pensamento humano e político ou foram sinal forte de intervenção nos últimos anos, tentando lançar um novo olhar sobre os tempos que atravessamos e, porventura, encontrar explicações e inspiração. É um ciclo da política com ideias, um ciclo de debates para a política com ideias.

No cenário clássico da Livraria Férin, na Baixa de Lisboa (ao Chiado), o programa começa a 9 de Janeiro, com PEDRO LOMBA a falar-nos sobre o «Compêndio da Doutrina Social da Igreja». E prossegue a 19 de Janeiro, com ÁLVARO SANTOS PEREIRA e o seu último livro de há meio ano, «Portugal na Hora da Verdade», agora com a curiosidade adicional do seu novo olhar sobre a realidade portuguesa enquanto ministro da Economia. Depois, continuaremos quinzenalmente, ao longo de 2012, sempre às 18:30 horas, em sessões com a duração de uma hora.

Marque na sua agenda. E passe palavra! Continuaremos a dar notícias. Esteja atento.