Depois da insustentabilidade, da crise, das dificuldades, como é o patamar sustentável? Onde está "a outra margem"? Defini-lo é indispensável para não termos só um rumo definido à popa, pelas adversidades que nos empurram; mas seguirmos um rumo definido à proa, para o destino onde queremos chegar. Esta avenida é aberta, cosmopolita e personalista. Uma avenida em que se caminha pelo centro. Levantar o ânimo e alimentar a esperança.
quinta-feira, 14 de maio de 2026
Direito de resposta (2): a resposta enviada ao "Jornal de Notícias"
----------------------------------------------
Direito de resposta às falsidades do JN em 29.mar.2026: E que tal “Mercenários ligados à Junta de Salvação Nacional contratados para matar padre Max”?
Na edição de 29 de março de 2026, o Jornal de Notícias (JN)
publicou um conjunto de notícias falsas, manipuladas para lesar o bom nome do
CDS e a honra dos seus militantes, dirigentes e eleitores, debaixo de um título
ofensivo e mentiroso, em letras garrafais na primeira página: “Mercenários
ligados ao CDS contratados para matar padre Max”.
O CDS, como é bem sabido, não tem nada a ver, nem de perto, nem de
longe, direta ou indiretamente, com o assassinato à bomba, em 2 de abril de
1976, do Padre Max –candidato pela UDP às eleições de três semanas depois – e
da estudante Maria de Lurdes. Condenámos este crime intolerável. Reafirmo,
hoje, a mesma condenação. Critico com clareza a inoperância da justiça, que não
conseguiu levar a julgamento os culpados e concretizar – nem então, nem nunca –
a sua condenação pelo crime cometido.
Não é caso único em Portugal. O mais famoso destes fracassos da justiça
é o atentado de Camarate, que, em 4 de dezembro de 1980, matou Francisco Sá Carneiro
e Adelino Amaro da Costa, os dois pilotos (Jorge Albuquerque e Alfredo de
Sousa) e os que os acompanhavam (Snu Abecasis, Manuela Amaro da Costa e António
Patrício Gouveia). Não sabemos quem os matou, nem quem mandou e porquê.
Volto à calúnia da manchete do JN, cuja qualificação ultrapassa os
limites do vocabulário. O CDS nunca teve mercenários ao seu serviço. O CDS
nunca dispôs de armas, nem usou de violência na ação política. O CDS nunca
ordenou assaltos, cercos ou atentados, sequestros ou prisões, a quem quer que
fosse, nem alguma vez pactuou com eles. O CDS foi sempre um partido pacífico,
moderado e democrático, firme nas convicções, usando como única arma a palavra,
escrita ou falada. Quem conhece o Partido do Centro Democrático Social (CDS) da
vida pública portuguesa sabe que é assim. Não escondemos nada. Não temos nada a
esconder.
50 anos de distância impõem cautela e
rigor
A notícia do JN espalha-se por quatro páginas, carregadas de falsidades
descaradas. Com exceção da peça “Cumieira tem ferida por curar há 50 anos”
(dedicada à memória do Padre Max), tudo o mais segue o método “à molhada”,
sendo coleção de insinuações cobardes, manipulação de peças soltas, acusações sem
provas, injúrias e difamações, num chorrilho de “fake news” e sementeira
de ódio.
É preciso o maior cuidado e rigor, quando se quer dar notícias de há 50
anos: a maior parte das pessoas não viveu nesse tempo e não faz a menor ideia dos
factos acontecidos. Hoje, só maiores de 68 anos conseguem interpretar espontaneamente
e compreender, com alguma aproximação à realidade, factos desse tempo – e podem,
depois, recorrer a fontes idóneas para consolidar o seu juízo ou avaliação. Quaisquer
outros, mais novos, são presas fáceis de montagens e mentiras, fantasias e aldrabices.
Pode ser que o jornalista Delfim Machado – cuja idade não sei – seja, ele próprio,
um enganado. O pior é que agiu com o propósito de enganar e, ao mesmo tempo, injuriar,
caluniar, difamar.
Atropelo grosseiro do Código
Deontológico
A sua peça viola várias vezes o Código Deontológico dos Jornalistas, atropelando-o
com estrondo nas duas primeiras normas: (1) não relata os factos com rigor e exatidão;
(2) não os interpreta com honestidade; (3) não comprova os factos, ouvindo as
partes com interesses atendíveis; (4) não separa notícia e opinião; (5) promove
o sensacionalismo, em vez de o combater; e (6) desfere acusação sem provas, grave
falta profissional. Em suma, um festival de infrações em questões básicas, que se
estende à Direcção do JN: esta não devia ter publicado uma peça com tão graves faltas
deontológicas, de enorme potencial ofensivo e sem suporte digno desse nome.
Ao longo dos 50 anos passados, no noticiário relativo ao atentado contra
o Padre Max, a peça do JN tem um único dado novo: a inclusão do CDS no pacote dos
“autores” – uma velhacaria ignóbil. Tudo o mais, em 50 anos, já havia sido objeto
de menções e especulações, independentemente de serem verdadeiras ou falsas – e
muitas eram falsas ou não provadas. Há cinco anos, uma Carta Aberta provocou novas
notícias sobre este caso e a falha da justiça. A diferença mais nítida das
notícias é que, na evocação há cinco anos, o nome do CDS nunca foi referido – o
que está certo – e, agora, o jornalista do JN decidiu inventar e difamar, para
atingir o CDS.
O general Galvão de Melo
Lendo as peças no jornal, não há, aí, fundamento para envolver o CDS no enredo,
mas, ainda assim, o jornalista procura, a martelo, meter o CDS na história. E é
essa “novidade” que a Direcção do JN puxa, de modo sensacionalista, para a primeira
página. Na montagem da narrativa, o mais próximo que o jornalista chega ao CDS é
numa alegada “confissão” de um dos alegados autores do homicídio, “o Puto”, que
teria apontado como mandante “o Pimpão”, o qual seria “guarda-costas” do “deputado
Galvão de Melo, do CDS”. Ora, como é sabido, o general Galvão de Melo era independente,
nunca tendo sido membro do CDS, nem participado nos seus órgãos – ou seja, a
alegada “ligação” acaba e morre aqui.
Para que não fique a menor dúvida sobre o meu pensamento, tenho a
certeza absoluta de que o general Galvão de Melo também não tem qualquer
ligação ao atentado contra o Padre Max, nem quanto a outras imputações que lhe
são feitas. O CDS ainda menos! Mas, se o JN queria manter a linha da narrativa,
bem podia ter posto em título: “Mercenários ligados à Junta de Salvação
Nacional contratados para matar padre Max” – porque o general fez parte da
Junta de Salvação Nacional e nunca fez parte do CDS.
Galvão de Melo faleceu em 2008 e nunca em sua vida foi objeto de
especulação ou acusação sobre este caso. É de mau gosto – e muito desonesto – esperar
que as pessoas morram para lhes inventar pseudo-incriminações. Pode ser até que
os fabricantes destas mentiras estejam à espera de que morra toda a gente do
CDS, ou toda a gente do CDS desse tempo, para poderem inventar à vontade sem o
risco de serem contrariados e desmentidos. Não faltará muito: do Secretariado
da Comissão Política do Partido do Centro Democrático Social (CDS) de 1976, só
cá estamos três.
Descuido e leviandade
É uma notícia descuidada. Situa a data da bomba na Embaixada de Cuba em 22
de abril 1967 (sic), quando Portugal não tinha relações diplomáticas com Cuba e
governava Salazar. Cita uma frase “célebre” de Galvão de Melo num “congresso do
CDS em Rio Maior”, quando o CDS nunca teve qualquer Congresso em Rio Maior” – aliás,
à data, só realizara um: o famoso Congresso do Palácio de Cristal, no Porto, em
janeiro de 1975, que foi cercado e violentamente boicotado pela
extrema-esquerda. E, às tantas, escreve
que “a primeira brigada da PJ tinha bombistas entre as fileiras” – tem a
certeza disto?
Apresenta ainda uma pseudo-estatística do “terrorismo em Portugal – maio
de 1975 a maio de 1977”, que tem muito que se lhe diga. Primeiro, a incongruência:
no mapa com repartição territorial, a soma dá 569 “ações terroristas” e, no “balanço
total”, a soma é de 566; por seu turno, na catalogação dos alvos políticos, a
soma é de 907 – o jornalista terá agregado categorias, sem critério claro,
gerando redundâncias e incerteza no quadro. Gostaria de saber onde estão na “estatística”
os ataques a militantes do CDS e suas sedes, pois é do domínio público (embora
o JN o esconda) que o CDS foi alvo – e nunca autor – de violência política, sobretudo
no período 1974-1980.
Estas estatísticas surgem como enviesadas e exageradas, merecendo dúvida
o critério seguido para lhes chamar a todas de “ações terroristas”. Se o total
de 566 atentados estivesse correto, teríamos tido, em 1975/77, quase um
atentado por dia. Ora, qualquer um que viveu em Portugal nesses tempos sabe que
a realidade foi má, mas não tanto assim. Nunca chegámos a Beirute, nem perto.
Depoimentos inconsistentes e mal avaliados
A peça do JN, para construir a narrativa, dá crédito a depoimentos de
criminosos confessos, quanto não só à morte do Padre Max, mas também a outros
acontecimentos que nada têm a ver com aquela, mas servem para ajeitar o
cenário. O JN não deve servir de jornal de parede dos GDUP ou da FEC (M-L) ou
de um Centro de Trabalho do PCP, onde se colavam recortes para excitar a malta
e servir propósitos de ataque e propaganda.
Das pessoas mencionadas como tendo tido ligação ao CDS, só reconheço
José Esteves, que, todavia, nunca é referido pelo JN como tendo envolvimento no
assassinato do Padre Max e da Maria de Lurdes. O Esteves pertenceu ao CDS poucos
meses no ano de 1975, tendo sido afastado, porque foi apanhado no carro pela
polícia – salvo erro, em novembro – com armas de guerra, que a Direção do CDS proibira
rigorosamente. Constou que, em 1978, terá sido autor do atentado à bomba no
prédio em que Freitas do Amaral morava, então, em Lisboa. E, na década de 1980
e anos seguintes, foi interrogado por suspeitas de ter participado no atentado
que vitimou Sá Carneiro e Amaro da Costa em Camarate. Com Ricardo Sá Fernandes
assinei, em dezembro de 1995, a acusação particular contra quatro arguidos,
entre os quais José Esteves, que viria a depor também em comissões
parlamentares de inquérito. O Ministério Público e a Polícia Judiciária (além
da DGAC) andaram mal e nunca conseguimos sequer o julgamento do caso Camarate. Nestas
investigações José Esteves foi, várias vezes, referido como membro dos CODECO.
O jornalista do JN dá crédito abundante a indivíduos do perfil de José
Esteves, indo ao cúmulo de lhe dar mais crédito do que a Diogo Freitas do
Amaral. O critério do jornalista é o seu, o que o qualifica suficientemente: tem
como guia um bombista confesso. O pior é esse critério ser assumido pela
Direcção do JN, manchando a reputação de um jornal histórico do Porto e mais
que centenário, assim como a credibilidade e o prestígio legados por Diretores
como Manuel Pacheco de Miranda, António Freitas Cruz e Frederico Martins Mendes,
entre outros. O jornal comunista “O Diário”, arma de combate do PCP, era normal
que o fizesse. Já o JN baixar ao mesmo nível é demasiado deplorável.
É sabido que os depoimentos perdem valor, à medida que se distanciam do
tempo dos factos e quando não são verificáveis de modo objetivo. Ora, o
jornalista escreve que “só em 1982 é que os investigadores associaram alguns
nomes a suspeitos no caso de Max”. São também mais problemáticos os depoimentos
colhidos a participantes em factos criminosos, sobretudo quando assumem tê-los
feito. O tempo passado contamina a memória; e podem interferir fatores como
exibicionismo, efabulação, protagonismo, soberba ou ajuste de contas, haver
interesse em perturbar a investigação, criar confusão, evadir a própria
responsabilidade ou, simplesmente, a própria mentira nua e crua. Tudo isto é
sabido da experiência comum. Mas todas as “testemunhas” do jornalista Delfim
Machado são deste gabarito – e, pior ainda, são testemunhas “indiretas”, isto
é, percebemos, ao ler, que o jornalista nunca falou com elas. Limitou-se a
fazer colagens: corta-e-cola, já está! Tudo literatura de cordel e recortes à
maneira.
Sejam “o Puto”, “o Pimpão” ou o Favas, um anónimo informador “sobre o
homicídio do empresário Joaquim Ferreira Torres”, António da Silva Santos, Ramiro
Moreira, José Esteves e Luís Ramalho – zero comunicação directa. Segundo o
jornalista, só os três primeiros estariam ligados ao caso do Padre Max e só o
segundo estaria ligado ao CDS. Desminto categoricamente quanto ao CDS – e, a
ser verdade “o Pimpão” ter sido segurança do general Galvão de Melo, o general,
como já disse, nunca pertenceu ao CDS. Quanto a outras afirmações, atribuídas a
José Esteves e Luís Ramalho que ofendem o nome do CDS relevam de imaginação
delirante, além de nada terem a ver com o caso Padre Max. Repudio-as perentoriamente.
Basta ler as atas dos inquéritos parlamentares a Camarate para ter a ideia
exata de quem se trata.
Uma secção desta montagem, dedicada por Delfim Machado a dois alegados
autores do assassinato – “o Puto”, dito autor confesso, e o Favas, mais
reservado –, é também reveladora. Por um lado, o jornalista parece fascinado
pelos dois e suas vidas de crime e aventura, chegando a qualificar Manuel
Gaspar (“o Puto”, por alcunha) de “guerrilheiro de elite” (ena!), com vida
“recheada de episódios dignos de um filme”. Gaspar gaba-se, conta o JN, de ter
“mais de dez atentados e pelo menos quatro mortes na conta desse período”
(fevereiro a agosto de 1976) – em suma, um assassino a soldo, com historial de
fugas espetaculares da cadeia, em África e em Portugal: de Alcoentre terá
evadido 131 reclusos por um túnel escavado com seis cúmplices. Do Favas, fica a
saber-se menos, salvo ter vindo também de África e dedicar-se a outros ramos,
como assaltos, que o levaram à prisão em 1977. Em vez de evasões, organizou o
“grande motim” em Custoias em 1977, sendo transferido para Coimbra, de onde
sumiu – o jornalista assegura que o Favas “não deixou rasto”. Desde 1977. Mas
Delfim Machado sabe tudo sobre ele.
E sabe realmente tanto que, nesta secção dedicada aos dois alegados
assassinos do Padre Max e de Maria Lurdes e aos seus movimentos, o jornalista
do JN em nenhuma linha refere o nome do CDS. Porquê? Porque ele também sabe que
o CDS nada teve que ver com esse crime, vil e cobarde, que o CDS condenou e
repudia. Porquê, então, o espalhafato insultuoso a que se entregou?
A culpa à queima-roupa
Delfim Machado parece seguir a escola dos mandados de captura em branco
e professar estranha e curiosa doutrina quanto à justiça: “ninguém é presumido
culpado, salvo se for absolvido”.
Na página onde publica a citada “estatística” de largas centenas de
“atos terroristas” em dois anos, elenca “membros mais mediáticos do MDLP” sobre
que escreve: marechal António de Spínola “regressou a Portugal em 1976, sem
julgamento, a troco da pacificação”; comandante Alpoim Calvão “regressou, em
1978, a Portugal sem julgamento”; cónego Eduardo Melo “foi julgado pela morte
do padre Max e absolvido”; Diogo Pacheco de Amorim afirma “não meti nenhuma
bomba, não soube que se tivesse posto nenhuma bomba”; José Miguel Júdice diz
que “os assaltos às sedes do PCP eram atos espontâneos ‘feitos localmente’ e ‘sem
qualquer influência’ do MDLP”; major Valentim Loureiro “nunca foi acusado”. Porém,
em paginação malandreca, apresenta todos eles debaixo da “estatística” do “terrorismo”
e faz afirmações ou insinuações no sentido da sua culpabilidade dolosa,
sobretudo quanto aos que, confrontados com a justiça, não foram acusados ou
foram absolvidos. Noutra parte das
“notícias”, o mesmo sucede com três arguidos da morte do Padre Max (de novo o
cónego Melo, o major Canto e Castro – que foi do Conselho da Revolução – e um
alegado executor do homicídio, identificado como Carlos Paixão): foram todos
absolvidos em 1999, mas Delfim Machado insiste, em 2026, na sua culpabilidade.
Conclusão
A Direcção do JN e Delfim Machado têm de compreender e assimilar bem que
um título a toda a largura da primeira página, clamando “Mercenários ligados ao
CDS contratados para matar padre Max”, é um outdoor de enorme carga ofensiva
contra o CDS, espalhado em todas as bancas de jornais e alastrando rapidamente
pela internet. O insulto soez, vil, falso como Judas, dispersou-se, nas quatro
semanas passadas, por órgãos de comunicação social, como o Sete Margens e
outros. São também réus de falta critério, embora possam cobrir-se com o jornalista
e a Direcção do JN, criadores da calúnia e da difamação.
A Direcção do JN e o jornalista Delfim Machado ofenderam gratuitamente
pessoas como Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa, Francisco
Oliveira Dias, Maria Laura Pinheiro, Rui Pena, Vítor Sá Machado, Luís Azevedo Coutinho,
João Porto, Ruy Oliveira, Mário Gaioso, Emídio Pinheiro, Pedro de Vasconcelos –
todos já falecidos –, Basílio Horta e os irmãos Eugénio e Miguel Anacoreta
Correia. Estavam na Direção do CDS em 1976, à data dos factos. Alguém consegue
imaginá-los a recrutar mercenários? Alguém concebe que fossem capazes de mandar
matar alguém? Alguém crê que fossem autores, cúmplices ou parte de algum crime e,
mais ainda, de terrorismo!? Tenham paciência…. Tenham vergonha! Peçam desculpa.
Em abril de 1976, foi a campanha para as primeiras eleições legislativas
democráticas. Candidato por Braga, em quarto lugar, seria eleito, graças ao
crescimento extraordinário do CDS – passámos de um para quatro. Apesar do 25 de
novembro, a campanha teve incidentes. Diversamente do Sul do país, onde quase
não conseguimos realizar uma sessão ou comício, no Minho era geralmente
diferente. Mas, em Guimarães, tivemos sessões boicotadas por grupos comunistas
e da extrema-esquerda: em Ronfe, Gondar, Nespereira, Lordelo, Vizela. Pior
sinal de a pacificação ainda não ter chegado a todo o lado foram os atentados à
bomba, como os do Padre Max e da Embaixada de Cuba nesse mês de abril. Demoraria
meses às autoridades conseguirem pôr-lhes termo. O CDS esteve sempre nesta
exigência. Em 2 de Maio de 1976, o Conselho Nacional do partido aprovou uma
deliberação específica sobre o ponto do terrorismo. E declarações individuais
de dirigentes ou comunicados avulsos condenaram sempre, sem a menor
ambiguidade, toda a violência contra as pessoas, a paz pública, a liberdade e a
democracia.
Se o jornalista e a Direcção do JN, em vez de manipularem fontes
viciadas e de muito baixo crédito, tivessem consultado os seus próprios
arquivos, poderiam talvez ter encontrado registo das posições públicas do CDS. Ter-se-iam
poupado ao opróbrio desta ofensa inominável e à vergonha que escolheram.
Lisboa, 27 de
abril de 2026
José Ribeiro e Castro




